Recomenda-se a leitura dos livros indicadas como fontes. As entradas neste blog, são pequenos apontamentos de estudo. São factos acontecidos no País neste reinado de 1438 a 1481.
quinta-feira, 30 de abril de 2020
A filiação de D.Fernando
Post de Amélia Marques
. Segundo a historiadora Fina D'Armada, na sua obra "D. Beatriz, a Mulher que liderou os Descobrimentos", D. Fernando, o que casou com D. Beatriz, não era filho de D. Duarte, mas de D. Henrique, que, como pertencente à Ordem de Cristo, não podia casar e, por isso, pediu ao irmão que adoptasse o filho. Este, por isso, era o mais rico de todos. Estando já prometido a D. Beatriz, apaixonou-se por outra senhora e tiveram de fugir. Deixou a amada em Génova, onde nasceu o Cristovão Colombo. Portanto este era primo de D. João II, o que explica que, quando ele voltou das Américas, passou por Portugal tendo longas reuniões com D. João II, o que inquietou os Reis Católicos.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Acontecimentos no ano de 1481
- Bula Aeterni regis de Sisto IV
Em 1481 Sisto IV fez a Bula "Aeterni regis clementi" pela qual aprovou e confimou as bulas de Nicolau V e Calisto III pelas quais foram concedidas aos Reis de Portugal todas as ilhas e terra firme, assim descobertas como por descobrir desde o Cabo Bojador e Cabo Não por toda a Guiné até à Índia e a jurisdição espiritual delas à Ordem de Cristo.
O articulado disposto m Alcáçovas conheceu a legitimação internacional necessárias, bem como a imposição dos interesses e pretensões portugueses a nível europeu, principalmente com o exclusivo da navegação e trato nas "terras da Guiné". Estava aberto e salvaguardado o caminho para o sul e para outras paragens, mas estava também o "mar fechado" (em latim, mare clausum) a quantos o quisessem usurpar.
- Nascimento de Jorge de Lencastre
Jorge de Lancastre nasceu em Abrantes foi filho um bastardo do futuro Rei D.João II com D. Ana de Mendonça ele viria a ser duque de Coimbra e Grão-Almirante de Portugal, Mestre da Ordem de Santiago e 6º Administrador da Ordem de Avis.
- Morte de D.Afonso V
Desiludido e com sintomas de depressão, D. Afonso retira-se para o Convento de Varatojo em Torres-Vedras e abdica para o filho D.João. Tendo-se retirado da vida política, morre em 1481 aquando da sua chegada a Sintra. A descrição da sua morte é a de que pediu, e lhe deram, um copo de água, e morreu.
Independentemente da veracidade deste apontamento o que é facto é que todos os cronistas que se referem à morte do rei são unânimes em assinalar a tranquilidade com que a morte aconteceu, com a presença do filho, que se deslocara de Beja para estar presente nos últimos momentos de seu pai
Está sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha.
Independentemente da veracidade deste apontamento o que é facto é que todos os cronistas que se referem à morte do rei são unânimes em assinalar a tranquilidade com que a morte aconteceu, com a presença do filho, que se deslocara de Beja para estar presente nos últimos momentos de seu pai
Está sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha.
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46-Ano de 1481,
46.01-Bula “Aeter Regis Clementia” de Sisto IV,
46.02-Nascimento de Jorge de Lencastre,
46.99-Morte de D.Afonso V,
z-D.Jorge de Lencastre
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Acontecimentos no ano de 1478
- Cortes de Lisboa
Nestas cortes foi entregue a D.João a condução da guerra com Castela, concedendo-lhe poderes para nomear e exonerar capitães e executar medidas necessárias para a condução dessa guerra com Castela.
- Tratado de Alcáçovas
- Doações ao príncipe D.João
Em 19 Agosto volta a doar ao príncipe as fortalezas de Portalegre e Alegrete de novo com as jurisdição e rendas.
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43-Ano de 1478,
43.01-Cortes de Lisboa,
43.03-Tratado de Alcaçovas,
43.04-Doações ao príncipe D.João
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Regresso ao reino de D.Afonso V
No dia 14 de Novembro chega a Cascais o navio que trasportara D.Afonso V e oas seus acompanhantes desde Southampton, sendo no desembarque recebido por seu filho D,João que renuncia ao título real que por mandado se seu pai havia assumido na sua ausência, nas cortes de Santarém a 8 de Setembro
Para alguns não era vontade do Africano, retomar a coroa de Portugal, dizendo que lhe bastava a de Castela, pela qual se batia, pretendendo deixar o trono de Portugal, desde logo ao seu filho e herdeiro. Contudo acabaria por retomar a coroa de Portugal
Para alguns não era vontade do Africano, retomar a coroa de Portugal, dizendo que lhe bastava a de Castela, pela qual se batia, pretendendo deixar o trono de Portugal, desde logo ao seu filho e herdeiro. Contudo acabaria por retomar a coroa de Portugal
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42.04-Regresso ao reino de D.Afonso V
terça-feira, 3 de julho de 2012
Acontecimentos no ano de 1477-1ºparte
- Cortes de Montemor-o-Novo
a 28 de Abril no Mosteiro do Espinheiro, perto de Évora, D.João reúne o conselho real, para continuar a debater a enorme crise, da qual saí a decisão de enviar ao rei propostas para se fazerem pazes com Castela, bem como outras medidas para acabar com o despesismo
- Início do regresso a Portugal
Manteve-se em Paris esperando quer o regresso de Luís quer da embaixada que enviara ao papa Sísto IV, de quem esperava apoio as suas pretensões ao trono de Castela. As notícias não foram as melhores visto que ao papado interessava muito mais , apoiar os reis católicos, que as do rei de Portugal, que passava pela dispensa canónica para o seu casamento com D.Joana fundamental nas aspirações do rei, o que não foi concedido
A recusa que se seguiu de Luís XI em apoia-lo foi a última esperança colocando D.Afonso sob grande depressão ao mesmo tempo que se desloca e à sua comitiva para Ruão. preparando o retorno a Portugal
terça-feira, 5 de junho de 2012
Acontecimentos no ano de 1476
- Encontro em Tours com Luís XI
Os embaixadores portugueses Pêro Sousa e Álvaro Lopes já tinham partido para França na primavera deste ano com indicações de passarem antes pela Bretanha, que procuravam aliciar para uma futura aliança envolvendo igualmente a Inglaterra e a França. Atendendo à resposta positiva deste primeiro contacto, o rei D.Afonso nesta viagem a França passa igualmente pela Bretanha, confirmando aquela proposta.
O rei português é recebido em Tours a 15 de Novembro pelo rei Luís XI, ao fim duma longa reunião, cujo conteúdo não se conhecem certezas, fica a ideia que atendendo à complexidade das relações internacionais nessa época o apoio de Luís XI à pretensão de Afonso V à coroa de Castela ficaria condicionada à possibilidade do rei de Portugal servir de medianeiro junto de Carlos o Temerário o poderoso duque de Borgonha levando-o a aceitar as tréguas que o rei francês lhe propunha.
- Encontro com Carlos de Borgonha
Depois de ter sido recebido solenemente em Paris a 22 de Novembro, já nas vésperas de Natal o rei dirige-se para a Lorena, para se encontrar com o duque Carlos, com quem se encontra a 29 de Dezembro.
Na realidade a importância de Carlos o Temerário, desde o fim da guerra dos 100 no ano anterior era já mínima pois deixara-o muito isolado o que pode levar à conclusão que Luís XI exagerara a sua importância junto de Afonso V,como forma de iludir o seu pedido de apoio ao trono de Castela.
A derrota de Carlos o Temerário a 5 Janeiro do ano seguinte foi o início da sua decadência sendo a Borgonha integrada no reino francês depois disso , retirando-se o duque para contemplação religiosa no seu castelo
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41.02-Encontro em Tours com Luís XI,
41.03-Encontro com Carlos de Borgonha,
Viagem a França
quinta-feira, 5 de abril de 2012
A batalha do Toro
A batalha de Toro deu-se em 1 de Março de 1476 entre tropas portuguesas e castelhanas.
O soberano português fora a campo defender os direitos de sua sobrinha, Joana, a Beltraneja.
Na batalha distinguiram-se o príncipe D. João, que viria a reinar como João II de Portugal, Gonçalo Pires e Duarte de Almeida, o alferes-mor do rei, a quem estava confiada bandeira portuguesa.
A luta feriu-se entre as tropas castelhanas, reforçadas por quatro grandes divisões, e as tropas portuguesas, reforçadas pelas do arcebispo de Toledo, do conde de Monsanto, do duque de Guimarães e do conde de Vila Real.
Em desvantagem numérica, as tropas portuguesas mergulharam em desordem, abandonando o pavilhão real. Na luta que se seguiu pela sua posse, Duarte de Almeida, num esforço denodado, cercado pelo inimigo, ergueu uma vez mais o pavilhão, defendendo-o com heróica bravura. Uma cutilada cortou-lhe a mão direita; indiferente à dor, o alferes-mor empunhou com a esquerda o estandarte; decepam-lhe essa mão também; desesperado, toma o estandarte nos dentes, e resiste até cair moribundo.
Os castelhanos apoderaram-se então da bandeira, mas Gonçalo Pires, conseguiu recuperá-la. Este acto de heroicidade foi admirado até pelos próprios inimigos.
A última fase da batalha - normalmente omitida pela historiografia espanhola - registou-se quando as forças de D. João se reorganizaram e voltaram a investir sobre as forças de Fernando de Aragão.
O contra-ataque português desbaratou as forças castelhanas, assenhoreando-se do campo de batalha. Enquanto isso, os castelhanos recuaram para a protecção das muralhas de Zamora.
Conforme era normal pelas regras da guerra à época, permaneceu no campo de batalha desde o dia 2 até ao dia 5 de Março, como sinal inequívoco da vitória.
Na realidade, o resultado da batalha foi inconclusivo.
Do ponto de vista estratégico, a batalha de Toro marcou o momento em que se tornou claro que Portugal não tinha forças e nem apoios suficientes para garantir os direitos da princesa Joana à coroa de Castela, assegurando a união das duas coroas sob a égide de um monarca português.
D.Afonso V permanecera porém em Toro, palejando em acções dispersas mas acabou desenganado pelo êxito do seu projecto de união ibérica, restando-lhe a possibilidade diplomática atendendo ao facto de pensar no apoio incondicional de Luis XI de França
Duarte de Almeida sobreviveu, sendo conduzido semimorto para o acampamento castelhano, onde recebeu os primeiros curativos, sendo depois enviado para um hospital de Castela.
Ao fim de muitos meses retornou à pátria, indo viver no Castelo de Vilharigues, que herdara de seu pai. Era casado com D. Maria de Azevedo, filha do senhor da Lousã, Rodrigo Afonso Valente, e de sua esposa, D. Leonor de Azevedo.
Afirma-se que Duarte de Almeida faleceu na miséria e quase esquecido, apesar da valentia e bravura com que se houve na batalha de Toro, e que lhe custou ficar inutilizado pela falta de ambas as mãos. Camilo Castelo Branco, porém, nas Noites de insónia, afirma que o Decepado não acabara tão pobre como se dizia, porque além do Castelo de Vilharigues, seu pai possuía outro na Quinta da Cavalaria, e enquanto esteve na guerra, a sua esposa havia herdado boa fortuna duma sua tia, D. Inês Gomes de Avelar.
D. Afonso V, um ano antes da batalha, estando em Samora, lhe fizera mercê, pelos seus grandes serviços, para ele e seus filhos, de um reguengo no concelho de Lafões.
O soberano português fora a campo defender os direitos de sua sobrinha, Joana, a Beltraneja.
Na batalha distinguiram-se o príncipe D. João, que viria a reinar como João II de Portugal, Gonçalo Pires e Duarte de Almeida, o alferes-mor do rei, a quem estava confiada bandeira portuguesa.
A luta feriu-se entre as tropas castelhanas, reforçadas por quatro grandes divisões, e as tropas portuguesas, reforçadas pelas do arcebispo de Toledo, do conde de Monsanto, do duque de Guimarães e do conde de Vila Real.
Em desvantagem numérica, as tropas portuguesas mergulharam em desordem, abandonando o pavilhão real. Na luta que se seguiu pela sua posse, Duarte de Almeida, num esforço denodado, cercado pelo inimigo, ergueu uma vez mais o pavilhão, defendendo-o com heróica bravura. Uma cutilada cortou-lhe a mão direita; indiferente à dor, o alferes-mor empunhou com a esquerda o estandarte; decepam-lhe essa mão também; desesperado, toma o estandarte nos dentes, e resiste até cair moribundo.
Os castelhanos apoderaram-se então da bandeira, mas Gonçalo Pires, conseguiu recuperá-la. Este acto de heroicidade foi admirado até pelos próprios inimigos.
A última fase da batalha - normalmente omitida pela historiografia espanhola - registou-se quando as forças de D. João se reorganizaram e voltaram a investir sobre as forças de Fernando de Aragão.
O contra-ataque português desbaratou as forças castelhanas, assenhoreando-se do campo de batalha. Enquanto isso, os castelhanos recuaram para a protecção das muralhas de Zamora.
Conforme era normal pelas regras da guerra à época, permaneceu no campo de batalha desde o dia 2 até ao dia 5 de Março, como sinal inequívoco da vitória.
Na realidade, o resultado da batalha foi inconclusivo.
Do ponto de vista estratégico, a batalha de Toro marcou o momento em que se tornou claro que Portugal não tinha forças e nem apoios suficientes para garantir os direitos da princesa Joana à coroa de Castela, assegurando a união das duas coroas sob a égide de um monarca português.
D.Afonso V permanecera porém em Toro, palejando em acções dispersas mas acabou desenganado pelo êxito do seu projecto de união ibérica, restando-lhe a possibilidade diplomática atendendo ao facto de pensar no apoio incondicional de Luis XI de França
Duarte de Almeida sobreviveu, sendo conduzido semimorto para o acampamento castelhano, onde recebeu os primeiros curativos, sendo depois enviado para um hospital de Castela.
Ao fim de muitos meses retornou à pátria, indo viver no Castelo de Vilharigues, que herdara de seu pai. Era casado com D. Maria de Azevedo, filha do senhor da Lousã, Rodrigo Afonso Valente, e de sua esposa, D. Leonor de Azevedo.
Afirma-se que Duarte de Almeida faleceu na miséria e quase esquecido, apesar da valentia e bravura com que se houve na batalha de Toro, e que lhe custou ficar inutilizado pela falta de ambas as mãos. Camilo Castelo Branco, porém, nas Noites de insónia, afirma que o Decepado não acabara tão pobre como se dizia, porque além do Castelo de Vilharigues, seu pai possuía outro na Quinta da Cavalaria, e enquanto esteve na guerra, a sua esposa havia herdado boa fortuna duma sua tia, D. Inês Gomes de Avelar.
D. Afonso V, um ano antes da batalha, estando em Samora, lhe fizera mercê, pelos seus grandes serviços, para ele e seus filhos, de um reguengo no concelho de Lafões.
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41.01-A batalha do Toro,
z-Duarte de Almeida
quinta-feira, 8 de março de 2012
Acontecimentos no ano de 1475
- Casamento com D.Joana
A pseudo impotência de Henrique II, veio a gerar um conflito pela sucessão, quando da sua morte em 12 de Dezembro de 1474, formando-se dois partidos , um em torno da jovem Joana, outro em torno de Isabel.
Esta, dois dias depois da morte do pai, proclama-se rainha de Castela o que veio a provocar uma reacção imediata do nosso Rei, em defesa dos direitos da sobrinha, com quem se casa e Plasência no dia 30 de Maio de 1475, tendo a noiva apenas 12 anos.
- D.Afonso assume a coroa de Castela
Na sequência do seu casamento com a sobrinha, D.Afonso V, toma a 27 de Maio o título de rei de Portugal e de Castela, que manda inscrever nos seus documentos, selos e moedas, garantindo contudo a seu filho D.João e ao seu neto Afonso a continuidade da sucessão ao trono de Portugal.
Não fica portanto claro que com esta situação, se possa falar em união ibérica, dado ser pressuposto que D.Afonso V abdicaria do trono em favor do príncipe herdeiro, quando assumisse o trono de Castela.
Atendendo também ao facto de alguma nobreza castelhana o apoiar bem como o próprio rei de França Luís XI, D.Afonso decide levantar exército que reuniu em Arronches , entrando no país vizinho para impor pela armas os direitos da sobrinha-mulher.
Ao mesmo tempo contava com o apoio de Luís XI, para apoio militar e igualmente diplomático, pelo menos junto da Santa Sé, no sentido de conseguir a dispensa de laços de parentesco necessário em relação ao seu recente casamento.
- Morte de D.Joana, viúva de Henrique IV
Como disse D.Joana mãe, em consequência do referido repúdio voltara para Portugal, recolhera-se ao Convento de São Francisco, onde viria a falecer apenas com 36 anos havendo fortes suspeitas de ter sido envenenada.
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40-Ano de 1475,
40.01-Casamento com a sobrinha D.Joana,
40.02-D.Afonso assume a coroa de Castela,
40.03-Morte de D.Joana viúva de Henrique IV,
z-D.Joana a Beltraneja
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Acontecimentos no ano de 1472
- Regresso a Portugal das ossadas de D,Fernando
O Infante D.Fernando que fora preso na sequência duma tentativa falhada, em 1437, de tomada de Tânger aos muçulmanos e que arrastara a exigência para o seu resgate da entrega por parte de Portugal da praça de Ceuta, que nunca foi concedida.
D.Fernando morreu 6 anos mais tarde em Fez, para onde fora transferido. A 17 de Junho, as sua ossadas chegaram finalmente a Lisboa e depois levadas para o mosteiro da Batalha onde foram colocadas no panteão de Avis.
A chegada dessa ossadas vieram na sequência da expedição a Arzila, pois os portugueses tinham aprisionado a família de Muley Xeque e em vez de receber ouro como resgate o rei de Portugal exigiu os restos mortais de D.Fernando
D.Fernando morreu 6 anos mais tarde em Fez, para onde fora transferido. A 17 de Junho, as sua ossadas chegaram finalmente a Lisboa e depois levadas para o mosteiro da Batalha onde foram colocadas no panteão de Avis.
A chegada dessa ossadas vieram na sequência da expedição a Arzila, pois os portugueses tinham aprisionado a família de Muley Xeque e em vez de receber ouro como resgate o rei de Portugal exigiu os restos mortais de D.Fernando
- Encontro dos Reis de Portugal com Henrique IV de Castela
As expedições em África prendiam a atenção à coroa portuguesa de tal modo que só depois do triunfo em Arzila foi possível concretizar um encontro entre D.Afonso VI e Henrique IV de Castela, que se realizou entre Elvas e Badajoz, para acordarem pormenores duma proposta que vinham sendo apresentada por Castela propondo o casamento de D.Joana na altura com 11 ano com o nosso rei. Mau grado o apertado grau familiar existente entre ambos, pois a princesa Joana conhecida como a Beltraneja, era recorde-se sobrinha de D.Afonso V, já que que sua mãe igualmente Joana, era irmã do nosso Rei.
O rei de Portugal adiou a resposta a essa proposta
O rei de Portugal adiou a resposta a essa proposta
- Fernando PÓ descobre a ilhas a que foi dada o seu nome
A ilha Bioko é a principal ilha da Guine Equatorial, situada no golfo da Guiné e perto de S.Tomé e Príncipe, outrora conhecida como ilha Fernando Pó, devido ao facto do seu descobridor em 1472 ser um navegador português com esse nome.
A ilha deixou de ser território português em 1778, quando na sequência do tratado do Pardo, serem entregues à Espanha por troca com o que é hoje o Estado do Rio Grande do Sul no Brasil.
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37.02-Fernando PÓ descobre a ilhas a que foi dada o seu nome,
37.03-Encontro dos reis de Portugal com Henrique IV de Castela,
37.04-Regresso a Portugal das ossadas de D,
Fernando
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Acontecimentos no ano de 1451
- Doação pelo infante D.Henrique a Gonçalves Zarco da parte ocidental da ilha da Madeira
Eu, o Infante Dom Henrique, (...) faço saber a quantos esta minha carta virem e o conhecimento dela pertencer que eu dou cargo a João Gonçalves Zarco, cavaleiro da minha casa, da minha ilha da Madeira da terra desde o Caniço dez passos se vai pelo ribeiro acima e daí atravessa a serra até a ponta de Tristão, que ele dito João Gonçalves a mantenha por mim com justiça e direito e morrendo ele por mim praz que seu filho primeiro ou segundo, se tal for, tenha cargo pela guisa acima dita assim (...) de descendentes por linha direita e sendo em tal idade o dito seu filho que a não possa reger Eu e os meus herdeiros poremos aí quem a reja e até que ele seja em idade para a reger.
Item me apraz que ele tenha em esta ilha a jurisdição por mim. E em meu nome do cível e crime ressalvando morte ou talhamento de membro que isto venha perante mim, porém sem embargo da dita jurisdição a mim apraz que todos meus mandados e correição sejam aí cumpridos assim como em cousa própria minha. Outrossim me apraz que o dito João Gonçalves haja para si todos os moinhos de pão que houver na dita ilha.
Outrossim me apraz que tudo o que Eu houver de renda na dita ilha que ele haja, de dez, um, e o que Eu hei-de haver na dita ilha e é contado no foral que para isto mandei fazer por esta guisa me apraz que haja esta renda seu filho ou outro descendente por linha direita que o dito cargo tiver.
Item me apraz que ele possa dar suas cartas a terra desta parte fora do foral a quem lhe aprouver, com tal condição que aquele a quem derem a dita terra a aproveite até cinco anos e não a aproveitando que a possa dar a outrem e depois que aproveitada for e a deixar por aproveitar até outros cinco anos que isso mesmo a possa dar. (...)
E por esta presente encomendo e rogo a todos os meus herdeiros e sucessores, que depois de mim vierem, hajam por firme esta minha carta e a cumpram e façam cumprir e guardar em tudo e por assim e pela guisa que nela é contido, porque Eu fiz esta mercê do dito João Gonçalves por ele ser o primeiro que, por meu mandado a dita ilha povoou e por outros muitos serviços que me fez.
Carta de doação da capitania da ilha da Madeira (parte ocidental)"
- Nascimento de D.João primogénito
O Infante João, Príncipe de Portugal nasceu a 29 de Janeiro foi o primeiro filho do rei D. Afonso V e da sua primeira mulher, a rainha D. Isabel.
Foi jurado príncipe herdeiro da Coroa de Portugal mas faleceu pouco depois da nascença, pelo que o título de Príncipe de Portugal passou novamente para o Infante Fernando Duque de Viseu, seu tio.
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16.00-Nascimento de D.João primogénito,
16.03-Doação pelo infante D.Henrique a Gonçalves Zarco da parte ocidental da ilha da Madeira,
z-Gonçalves Zarco
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Acontecimentos no ano de 1466
- Expedição às Canárias
Com este ponto de apoio e novos reforços em gente e viveres da caravela de Pedro Feio, melhor se estabeleceu Diogo da Silva para impor-se aos naturais, mas estes recuavam para as montanhas escarpadas, cobertas de arvoredo, onde temerário seria persegui-los.
Os castelhanos entabularam negociações para o resgate do forte e a restituição se efectuou em bom acordo,ficando ajustado o casamento de Diogo da Silva com D. Maria Ayala, filha de Diogo Herrera que a dotou com um terço das rendas de Lançarote e Forte Ventura.
Fonte:Fasquias da Madeira
- Morte de D.Pedro rei de Aragão
Posteriormente foi aclamado Rei da Coroa de Aragão (que incluía o Reino de Aragão, o Condado da Catalunha, de onde foi Vice-rei e o Reino de Valença), como sucessor de Henrique IV de Castela, com a designação de Pedro V de Aragão, Pedro IV da Catalunha, Pedro III de Valência.
Depois de vários reveses militares, D. Pedro acaba por morrer de doença (alguns historiadores afirmam que morreu envenenado) em 1465, na localidade de Granollers, estando sepultado na Catedral de Santa Maria del Mar em Barcelona. O seu mote era Paine pour joie.
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30.02-Morte de D.Pedro rei de Aragão,
30.03-Expedição às Canárias,
z-D.Pedro,
z-Diogo da Silva
sábado, 12 de novembro de 2011
Morte de D.Afonso filho natural de D.João I e primeiro duque de Bragança

D. Afonso de Portugal, depois D. Afonso I de Bragança nascera em Veiros - Estremoz, a 10 de Agosto de 1377 e que viria a morrer em Chaves, 15 de Dezembro de 1461,foi o 8º conde de Barcelos, 2º conde de Neiva e o 1º Duque de Bragança.
Supõe-se ter nascido em Veiros, no Alentejo, como filho natural do Rei D. João I e de Inês Pires. que fiziam as crónicas Nas suas cavalarias alentejanas, à volta de alguma montaria aos lobos ou aos castelhanos», se perdera (o rei), em Veiros, pela filha de Berbadão, Inês Pires Esteves, que amara, seduzira, trouxera para o convento de Santos, e de quem houvera um filho, Conde de Barcelos, depois Duque de Bragança, nascido aos 20 anos do pai
Supõe-se ter nascido em Veiros, no Alentejo, como filho natural do Rei D. João I e de Inês Pires. que fiziam as crónicas Nas suas cavalarias alentejanas, à volta de alguma montaria aos lobos ou aos castelhanos», se perdera (o rei), em Veiros, pela filha de Berbadão, Inês Pires Esteves, que amara, seduzira, trouxera para o convento de Santos, e de quem houvera um filho, Conde de Barcelos, depois Duque de Bragança, nascido aos 20 anos do pai
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Testamento do infante D.Henrique
- Testamento do infante D.Henrique
Frágil, inicia a redacção do seu II Testamento, distinto do primeiro, fazendo seu herdeiro universal D. Afonso V, talvez por exigência deste mesmo. Lega a terça a várias entidades e pede ao rei seu sobrinho que se não esqueça de beneficiar seu irmão D. Fernando que fora, desde 1436, seu herdeiro universal de quanto detinha, mas não, de facto, de quanto viesse a deter. Em quatro anos, efectivamente, o duque de Beja vem a receber tudo quanto D. Henrique legara à Coroa, mas o rei e ele têm de encarregar-se de solver o pesado montante de inúmeras dívidas deixadas por D. Henrique.
Fonte: Portal da História
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Nascimento de D.Leonor Lencastre

- Nascimento de D.Leonor Lencastre
Filha de D.Fernando filho segundo do rei D.Duarte e irmão de D.Afonso V e neto de D.João I e de D.Filipa de Lencastre e de D.Beatriz filha do infante D.João sétimo filho de D.João I, portanto primos.
Pela sua vida exemplar, pela prática constante da misericórdia, e mais virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o epíteto de Princesa Perfeitíssima, inspirado no cognome do rei seu marido, a cuja altura sempre se soube manter para o juizo da História.
A rainha D. Leonor de Aviz é também a terceira e última rainha consorte de Portugal nascida em Portugal, tendo a primeira sido D. Leonor Teles e a segunda a sua tia, e sogra, D. Isabel de Aviz, mulher de D. Afonso V.
Com o seu casamento acaba o Século de Oiro Português, caracterizado por casamentos endogâmicos continuados entre os descendentes da Ínclita Geração, entre a prole de D. João I e da sua rainha D. Filipa de Lancastre.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Casamento do infante D.João filho de D.Pedro com Carlota filha do rei de Chipre
O Infante D. João de Coimbra , também conhecido simplesmente por João de Coimbra ou João de Portugal, era o segundo filho varão do infante D. Pedro, Duque de Coimbra, e de Isabel de Urgel.
Tomou parte na batalha de Alfarrobeira onde o exército de seu pai foi derrotado pelo exército real português. Foi feito prisioneiro, estando destinado a ser executado. Contudo, devido à intervenção de sua tia, foi exilado, juntamente com sua irmã Beatriz de Coimbra, para o Borgonha onde a sua tia, Isabel de Portugal, casada com o duque Filipe III, o Bom, os recebeu e protegeu.
Aí, casou com Carlota de Lusignan, Princesa de Chipre, tornando-se então Príncipe (titular) de Antioquia, sendo regente do Reino de Chipre, mas acabou por morrer envenenado.
Foi sepultado em Nicosia tendo o túmulo o seu Brasão de Armas.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Acontecimentos no ano de 1439
- Março.24-Morte da infanta D.Filipa, irmão do rei apenas com 9 anos, atacada de peste
- Confirmação de doações ao infante D.Henrique
A 7 de Julho deste mesmo ano é concedido ao infante licença para povoar as ilhas dos Açores onde ele já mandara povoar ovelhas
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Construção do Castelo de Arguim por Soeiro Gomes
O Atlântico conheceu, já em 1445, a primeira feitoria portuguesa na África,
conforme cita o historiador Charles Boxer: “Durante alguns anos os portugueses
limitaram-se a conduzir os ataques ou a realizar um comércio pacífico de escravos a partir dos barcos que navegavam pela costa,rumo sul, ancorando em angras ou estuários favoráveis.
Essa utilização do navio como base flutuante manteve-se sempre em voga, mas foi
complementada pelo estabelecimento de feitorias ou postos comerciais em terra. A primeira dessas feitorias foi estabelecida em Arguim (ao sul do Cabo Branco) por volta de 1445,numa tentativa de controlar o comércio transsariano do Sudão Ocidental.
Dez anos mais tarde, ali se construiu uma fortaleza, onde os portugueses trocavam cavalos, tecidos, objetos de latão e trigo por ouro em pó, escravos e marfim.”
Nos ancoradouros habituais construíam-se feitorias. As riquezas ali acumulada demandavam
a construção de fortalezas. E, como na Europa, em torno das maiores fortalezas,nasciam as cidades.
A área em torno de Arguim era habitada por mouros e negros islamizados, os mauros, sendo então uma zona importante de pesca, como aliás ainda é, e uma região atractiva para o comércio.
Da parte portuguesa esperava-se interceptar o tráfego de ouro que as caravanas transportavam de Tombuctu para o norte de África. Contudo, foi o comércio de escravos o que mais prosperou: Portugal recebia de Arguim, por volta de 1455, cerca de 800 escravos por ano, na sua maioria jovens negros aprisionados em razias conduzidas no interior do continente pelos líderes tribais da região costeira vizinha.
Em segundo plano estava o importante comércio da goma-arábica, produto que a região produzia em quantidade e com qualidade superior, adquirido em Arguim a preço muito atractivo.
O território conquistado em Arguim passou então a assumir-se como um centro de comércio, estabelecendo ligações comerciais com os portos de Meça, Mogador e Safim, no actual Marrocos. Destes lugares provinham os tecidos, o trigo e outros produtos que na feitoria de Arguim eram trocados por ouro e escravos, transportados a partir do interior pela rota de Tombuctu até Hoden.
A criação desta feitoria marcou um ponto de viragem na expansão portuguesa, assinalando o início da política de construção de feitorias dotadas de uma guarnição militar capaz de as defender contras ataques dos povos da região.
conforme cita o historiador Charles Boxer: “Durante alguns anos os portugueses
limitaram-se a conduzir os ataques ou a realizar um comércio pacífico de escravos a partir dos barcos que navegavam pela costa,rumo sul, ancorando em angras ou estuários favoráveis.
Essa utilização do navio como base flutuante manteve-se sempre em voga, mas foi
complementada pelo estabelecimento de feitorias ou postos comerciais em terra. A primeira dessas feitorias foi estabelecida em Arguim (ao sul do Cabo Branco) por volta de 1445,numa tentativa de controlar o comércio transsariano do Sudão Ocidental.
Dez anos mais tarde, ali se construiu uma fortaleza, onde os portugueses trocavam cavalos, tecidos, objetos de latão e trigo por ouro em pó, escravos e marfim.”
Nos ancoradouros habituais construíam-se feitorias. As riquezas ali acumulada demandavam
a construção de fortalezas. E, como na Europa, em torno das maiores fortalezas,nasciam as cidades.
A área em torno de Arguim era habitada por mouros e negros islamizados, os mauros, sendo então uma zona importante de pesca, como aliás ainda é, e uma região atractiva para o comércio.
Da parte portuguesa esperava-se interceptar o tráfego de ouro que as caravanas transportavam de Tombuctu para o norte de África. Contudo, foi o comércio de escravos o que mais prosperou: Portugal recebia de Arguim, por volta de 1455, cerca de 800 escravos por ano, na sua maioria jovens negros aprisionados em razias conduzidas no interior do continente pelos líderes tribais da região costeira vizinha.
Em segundo plano estava o importante comércio da goma-arábica, produto que a região produzia em quantidade e com qualidade superior, adquirido em Arguim a preço muito atractivo.
O território conquistado em Arguim passou então a assumir-se como um centro de comércio, estabelecendo ligações comerciais com os portos de Meça, Mogador e Safim, no actual Marrocos. Destes lugares provinham os tecidos, o trigo e outros produtos que na feitoria de Arguim eram trocados por ouro e escravos, transportados a partir do interior pela rota de Tombuctu até Hoden.
A criação desta feitoria marcou um ponto de viragem na expansão portuguesa, assinalando o início da política de construção de feitorias dotadas de uma guarnição militar capaz de as defender contras ataques dos povos da região.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Casamento de D.Fernando com D.Beatriz
D. Fernando, 5º filho de D.Duarte e irmão do rei, nasceu em Almeirim, a 17 de Novembro de 1433. Foi 2 ° duque de Viseu e 1 ° duque de Beja, e herdeiro de seu tio, o infante D. Henrique, como 9 ° mestre da Ordem de Cristo e responsável pelos Descobrimentos.
Casou em Alcaçovas em Maio 1447 com sua prima co-irmã D. Beatriz , filha do infante D. João e de D. Isabel, filha de D. Afonso, 8 ° conde de Barcelos.
Do casamento de D. Fernando e D. Beatriz viriam a nascer, entre outros filhos, D. Leonor, que pelo seu casamento com D. João II foi rainha de Portugal e D. Manuel I, que recebeu o trono do primo germano e cunhado.
Seriam pais do futuro rei D.Manuel I
Casou em Alcaçovas em Maio 1447 com sua prima co-irmã D. Beatriz , filha do infante D. João e de D. Isabel, filha de D. Afonso, 8 ° conde de Barcelos.
Do casamento de D. Fernando e D. Beatriz viriam a nascer, entre outros filhos, D. Leonor, que pelo seu casamento com D. João II foi rainha de Portugal e D. Manuel I, que recebeu o trono do primo germano e cunhado.
Seriam pais do futuro rei D.Manuel I
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Acontecimentos no ano de 1445
- Morte de D.Fernando de Noronha governador de Ceuta
Por morte de D.Fernando de Noronha 2ºconde de Vila Real, foi eleito governador de Ceuta António Pacheco
D.Fernando era filho de Afonso, conde de Gijón e Noronha (filho natural de Henrique II de Castela) e da infanta Isabel de Portugal (filha natural de Fernando I de Portugal). O casamento destes dois bastardos reais ibéricos gerou o ramo familiar dos Noronha.
Após a morte de D. Afonso, a infanta D. Isabel regressou a Portugal com seus filhos, sendo acolhida na corte de seu tio, o rei D. João I. D. Fernando tornou-se fidalgo da casa do príncipe herdeiro, D. Duarte.
D.Fernando era filho de Afonso, conde de Gijón e Noronha (filho natural de Henrique II de Castela) e da infanta Isabel de Portugal (filha natural de Fernando I de Portugal). O casamento destes dois bastardos reais ibéricos gerou o ramo familiar dos Noronha.
Após a morte de D. Afonso, a infanta D. Isabel regressou a Portugal com seus filhos, sendo acolhida na corte de seu tio, o rei D. João I. D. Fernando tornou-se fidalgo da casa do príncipe herdeiro, D. Duarte.
- Expedição contra os mouros da ilha de Tider
Comandada por Lançarote de Freitas da qual fazia parte Álvaro de Freitas, foi enviada contra os mouros da ilha de Tider uma expedição que que saiu de Lagos a 10 de Agosto de 1445.
Da frota, a maior constituída até então, faziam parte 17 caravelas. Chegados a Tider, depois de uma pequena marcha os portugueses depararam com os mouros, sobre quem tiveram uma esmagadora vitória.
Tinha sido nomeado 2.° governador de Ceuta, por ordem real recebida por carta de D. Duarte, com data de 18 de Outubro de 1437
Da frota, a maior constituída até então, faziam parte 17 caravelas. Chegados a Tider, depois de uma pequena marcha os portugueses depararam com os mouros, sobre quem tiveram uma esmagadora vitória.
Tinha sido nomeado 2.° governador de Ceuta, por ordem real recebida por carta de D. Duarte, com data de 18 de Outubro de 1437
- Vicente Dias terá chegado ao rio Gâmbia
Autores há que referem que Vicente Dias, um armador e mercador de Lagos, foi o descobridor das ilhas de Cabo verde, uma vez que terá avistado a ilha de Santiago em 1445, numa viagem de regresso de uma expedição de reconhecimento da costa ocidental africana, em que terá atingido a foz do rio Gâmbia
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Acontecimentos no ano de 1444
- Fundação da Companhia de Lagos
No século XV, os escravos destinavam-se sobretudo a abastecer os trabalhos em Portugal, ou as explorações da cana do açúcar na Madeira (escravos canários), mas também a serem vendidos para Espanha. Lisboa, Alcácer do Sal e Lagos estabelecem-se florescentes mercados de escravos.
No Algarve, em 1444, forma-se a primeira companhia moderna para o tráfico,chamada Companhia de Lagos, formada pelo almirante-mor Lançarote Pessanha. Muitas outras lhe seguirão pela Europa.
Créditos: Confrontos
- Ordem de Avis torna-se independente de Calatrava
Fundada em 1175/76 ,por D. Afonso Henriques, ou pelo menos por este apoiada, a milícia dos freires de Évora (chamada Ordem de Avis depois de 1211) surge no contexto da Reconquista do território português. A participação do monarca terá tido a sua justificação no facto de este, segundo Ruy de Azevedo, pretender criar uma "instituição de tipo monástico-militar, tal como se fizera uns anos antes para os reinos de Leão e Castela nas praças fortes de Calatrava e Uclés.
De qualquer modo, os primeiros cavaleiros eborenses terão sido portugueses, até porque o seu mestre (Gonçalo Viegas de Lanhoso) também o era, não parecendo, por isso, de aceitar a hipótese levantada por alguns autores segundo a qual um grupo de cavaleiros castelhanos da Ordem de Calatrava se terá implantado em território português, concretamente em Évora, onde terá fundado uma casa
Quando se dá o Grande Cisma da Igreja, Avis alcança a independência religiosa.Se a vontade de a alcançar já existiria, o motivo, bem simples, foi então dado: Calatrava tinha aderido ao partido cismático.
A situação política nacional terá também influído no desenrolar dos acontecimentos, mas o grave problema do Cisma deu ao pontífice o motivo necessário para eximir Avis das visitas de Calatrava.
Créditos :Estudos sobre a Ordem de Aviz por Maria Cristina Almeida e Cunha ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/5965.pdf
De qualquer modo, os primeiros cavaleiros eborenses terão sido portugueses, até porque o seu mestre (Gonçalo Viegas de Lanhoso) também o era, não parecendo, por isso, de aceitar a hipótese levantada por alguns autores segundo a qual um grupo de cavaleiros castelhanos da Ordem de Calatrava se terá implantado em território português, concretamente em Évora, onde terá fundado uma casa
Quando se dá o Grande Cisma da Igreja, Avis alcança a independência religiosa.Se a vontade de a alcançar já existiria, o motivo, bem simples, foi então dado: Calatrava tinha aderido ao partido cismático.
A situação política nacional terá também influído no desenrolar dos acontecimentos, mas o grave problema do Cisma deu ao pontífice o motivo necessário para eximir Avis das visitas de Calatrava.
Créditos :Estudos sobre a Ordem de Aviz por Maria Cristina Almeida e Cunha ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/5965.pdf
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